Postagens recentes

terça-feira, julho 18

Texto: Porque somos únicos, assim como nossos sonhos

Há uns meses atrás eu resolvi fazer uma pesquisa com mulheres perguntando três coisas: idade; se pretendiam ter filhos; e se sim ou talvez, daqui a quanto tempo. Fiz essa pesquisa porque tinha muita curiosidade e talvez isso ajudasse com um post, no caso, este. O resultado não foi uma grande surpresa pra mim que tenho determinado pensamento, mas diz um pouco sobre as mudanças do tempo.
Se você fizesse essa pergunta a trinta, quarenta ou até mesmo vinte anos atrás, provavelmente a grandíssima maioria diria que queria filhos, não é mesmo? E se eu te disser que isso mudou bastante? Na minha pesquisa houveram 206 respostas, delas, a grande maioria tinha de 16-20 anos (40,3%) e 21-25 (38,8%); das 206, 28,6% responderam “talvez” pra pergunta se queriam ter filhos e 24,8% “não”, somando um grande 53%. Claro que sobra uma grande porcentagem pros “sim” e “já tenho”, mas pensa no quanto isso mudou nos últimos anos, e nos porquês.
Agora vamos parar com os números porque sou de humanas, e falar um pouquinho dos porquês, caso se perguntem, eu não respondi minha própria pesquisa, mas me encaixo no “talvez” e muitas vezes no “não”. Por que? Por diversos motivos, oras.
Hoje em dia, acredito que, todas queremos viver muito, viajar, correr atrás dos nossos objetivos e sonhos, e a realidade é que o tempo passa tão rápido que quando vamos ver já estamos nos quarenta e cinco do segundo tempo e talvez já não tenhamos pique ou vontade. Além disso muitos vemos a vida que nossos pais levam pra criar-nos, trabalhando, trabalhando e trabalhando; colocando a si próprio em segundo plano, porque querendo ou não, a partir do momento que você tem um filho a sua vida acaba sendo voltada pra ele e muitas vezes você, suas vontades e sonhos ficarão em segundo plano, sim.
Talvez você esteja pensando “nossa, mas como você sabe tudo isso?” porque eu observo, vejo o quanto minha mãe rala pra poder me dar de tudo e o quanto ela ficou em segundo plano desde o momento em que virei uma realidade. E sinceramente? Eu não quero isso pra mim, não quero ter que deixar de fazer o que quero, ir atrás dos meus maiores sonhos. Não querer ter filhos, não querer casar, não é um problema, é normal e só vai atingir você, se é isso que quer, se joga!
Claro que muita gente vai discordar, e não tem o menor problema, sabe por quê? Porque cada um tem um sonho, um objeto, uma vontade na vida que é totalmente individual, e ninguém precisa pensar igual a ninguém, nem concordar com ninguém, é aquela coisa do livre arbítrio, sabem? E a gente tem de respeitar as vontades e desejos de cada pessoa sem tentar “enfiar goela abaixo” a nossa verdade, porque ela pode não ser a do outro. Cada um tem uma experiência de vida, uma opinião que vai influenciar em todos os seus passos, nós podemos expressar o que achamos, desde que isso não corte o direito ou intervenha com o do outro.  
Então vamos correr atrás do que queremos e deixar cada um seguir sua vontade, vamos parar com os “quando vai casar?” ou “quando vai ter filhos?” porque isso não é necessariamente uma necessidade ou até mesmo vontade do outro, vamos nos apoiar e seguir em frente respeitando a vontade individual de cada um, porque todo mundo é único quanto seus sonhos, combinado? 
Sophia Cuñado

terça-feira, julho 11

Resenha Literária: Um menino em um milhão, da Monica Wood

Hoje a resenha literária é de um livro que foi bastante falado na época de lançamento e eu só consegui terminar de ler recentemente com a ajudinha das férias, o livro é Um menino em um milhão, escrito por Monica Wood e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. 
Editora Arqueiro | Blog Dá um Zoom | Sophia Cuñado
“Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções. Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana. Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver. Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal."
Apesar do título, o livro não conta a história do menino e sim da senhora com quem ele passava seus sábados no trabalho de escoteiro e criou uma grandíssima amizade; do pai quase sempre ausente que não lhe entedia; e de como sua morte mudou tudo.O menino era um ser cheio de hábitos estranhos desde novo, fazia diversas coleções de dez, tudo era contado, não tinha amigos e seus interesses eram diferentes de qualquer outro garoto de onze anos. Sua atual meta era reconhecer o cantarolar de vinte diferentes pássaros.
A senhora era uma lituana centenária que chegou aos Estados Unidos aos quatro anos, cem anos antes de conhecê-lo, uma senhora com as mais diversas experiências e histórias de vida por quem ele se encantou e criou projetos como entrar pro livro dos recordes como pessoa mais velha habilitada e pessoa mais velha do mundo, nisso ele fez com que Ona tivesse uma razão a mais pra viver, uma vontade a mais.
Quinn, o pai, um guitarrista que tentou de tudo sua vida inteira pra deslanchar na carreira e por conta disso destruiu o seu relacionamento com Bella (a mãe do menino) e consequentemente com o filho por sua ausência. Quando o menino morre ele se compromete em terminar de cumprir o serviço de escoteiro do filho pelos próximos sete sábados, e apenas isso, mas o que ele não esperava era criar uma forte relação com a centenária Ona e seu finado filho, quem ele só aprendeu a amar quando já era tarde demais.
Editora Arqueiro | Blog Dá um Zoom | Sophia Cuñado
A história é envolvente, você quer saber o que vai acontecer depois, porém não com aquela urgência desesperadora que não te deixa dormir. A leitura não é exatamente leve, mas muito fácil e rápida, a escrita é ótima, feita em terceira pessoa por um autor onisciente neutro. Os personagens são bem reais e com histórias muito boas e bem pensadas, você vai acabar aprendendo um pouco sobre a história geral do mundo e até mesmo literatura com o livro; vai querer fazer parte da trama, em certa parte do livro, já passado dois terços dele, você pode pensar que podia acabar por aí, toda a história já tinha um certo desfecho, porém a autora foi além e nos deu mais conclusão à tudo.
Como disse no início o livro teve uma boa repercussão na sua época de lançamento, muitos criticaram e acharam o livro entediante, mas na minha visão ele é qualquer coisa menos isso, um livro interessante e muito bem escrito, realmente vale a pena a leitura; no Skoob dei cinco estrelas pra ele. Um aviso: você vai ficar no mínimo emocionado com o capítulo 25, o penúltimo do livro.
Informações técnicas:
lançamento: 03/04/2017
título original: The one-in-a-million boy
tradução: Marcelo Mendes
número de páginas: 352
ISBN: 9788580416930
Também disponível no formato E-book.
Acompanhe a mim e ao blog nas redes sociais, sempre posto coisas legais e dou dicas, e claro, sempre que sai post e vídeo novo aviso nelas em primeira mão! Quer saber minhas próximas leituras? Me segue no Skoob!
Sophia Cuñado