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domingo, dezembro 6

Que curso escolher? Design de Interiores

Último mês do ano, do qual eu estou me formando em Design de Interiores, o tema da série não poderia ser outro senão esse. Eu não vou responder as perguntinhas aqui, ainda este mês, vai rolar post falando tudo o que eu achei, respondendo perguntas, e explicando tudo direitinho. 
Neste post serão quatro meninas respondendo, duas delas da minha turma, na Unisanta (Universidade Santa Cecília), a Luiza e a Nayla, ambas com 19 anos, a Bárbara Lustosa, da Belas Artes, ela começou o curso este ano e a Letícia Aranha, de 25 anos, formada pela UFRJ desde 2013, e atualmente fazendo pós em projetos luminotécnicos.
Pergunta: o que fez você escolher este curso?
Luiza: Meu ex namorado
Nayla: O tempo de curso (2 anos) e porque tinha haver com arte.
Bárbara: Então, sempre falei em fazer arquitetura e depois seguir para a área de interiores, não curto muito paisagismo e tal. Quando eu fiquei sabendo que tinha DI em Bacharel, eu coloquei na cabeça que queria fazer, porque é como se eu "pulasse" uma etapa, sabe? Não precisaria passar por toda a faculdade de arquitetura. Hoje vejo que é totalmente diferente, são matérias bem distintas uma das outras.
Letícia: Eu demorei um pouco para me decidir entre arquitetura e interiores, apesar de serem áreas de atuação muito próximas, e pautei a minha decisão pensando na escala em que eu gostaria de atuar e influenciar. Como sempre me importei com a qualidade de vida das pessoas e aprendi na pele que o ambiente em que a gente mora pode influenciar positiva e negativamente (principalmente) nossas vidas, me decidi por interiores. Arquitetos também podem desempenhar as mesmas funções, mas vêem tudo de uma forma mais ampla e generalizada. O arquiteto, em geral, faz projeto para um o indivíduo padrão. O designer de interiores faz projeto para aquela ou aquelas pessoas em específico, com nome, características próprias e, principalmente, história.

Pergunta: Design de Interiores é pra quem...
Luiza: ...tem paciencia, competência e bom gosto.
Nayla: Design de Interiores é pra quem gosta de arquitetura e decoração.
Bárbara: Principalmente para quem gosta de decoração. É o principio, mas acho que quem gosta de mexer com desenhos técnicos também. Porque DI não é simplesmente decorar um espaço. É otimizar, tornar algo mais confortável, desenhar, planejar móveis. Tem a ver com organização de um espaço, essas coisas...
Letícia: Design de interiores é para quem é curioso, tem paciência e bom humor, que sabe exercer a empatia e se identificar no próximo, porque a gente não faz só projeto. Designer de interiores é designer, mas também é psicólogo, amigo, médico, confidente... Uma profissão para quem é plural.

Pergunta: As suas expectativas em relação ao curso estão sendo/foram cumpridas?
Luiza: Não, não e não.
Nayla: Não. Eu achava que era menos técnico e mais aberto para criatividade.
Bárbara: Acho que foram além. Pelo menos na minha faculdade eu tenho uma grade completíssima, para não me deixar falhar em nada. Tenho aula de comunicação, para aprender a lidar com os clientes. Tenho aula de estruturas, para não deixar o prédio cair. Tenho aula de desenho, que vejo como um modo de liberar a criatividade. Acho que tirando a grade que tenho igual a de engenharia civil, todas as outras matérias eu sou apaixonada.
Letícia: A gente sempre entra na faculdade acreditando que sairemos de lá experts na profissão que escolhemos, mas a realidade é bem diferente disso. Então, não, minhas expectativas com relação ao curso não se concretizaram, e desculpa o golpe de realidade, mas nenhuma vai. Você vai aprender muita coisa (útil ou não), criar uma base de conhecimento sólida o bastante para começar a se aventurar no mercado de trabalho. Mas é só isso que você vai ter, uma base. Você tem que correr atrás e se empenhar, tentar tirar o máximo de aprendizado que você possa dos seus professores e fazer esses dois/quatro anos aí valerem a pena.

Pergunta: Agora deixe a sua opinião geral sobre o curso/profissão, o que está achando, as aulas, os trabalhos, gastos com trabalhos e materiais etc., pode contar tudo!
Luiza: A profissão é legal, tirando toda a parte burocrática de plantas e normas que na realidade eu não acho tão necessário. E sem perceber você gasta um dinheirão em trabalhos que vão pro lixo.
Nayla: Gasto com material foi muito e foi desnecessário até porque no segundo ano fizemos os projetos por computador ao invés de desenhar a mão e usar os materiais comprados. As aulas foram mal organizadas e algumas até desnecessárias... Não pretendo continuar nessa profissão por ser muito limitado pois para tudo precisamos de um arquiteto, quase não tem mercado de trabalho e quando tem, pede conhecimento sobre o Promob, coisa que a faculdade não ensinou, mas que deveria (confesso que já perdi vaga de trabalho por não saber mexer no programa). No geral, é muita bagunça.
Bárbara: Eu amo o curso, sério, embora eu tenha grande gastos com ele. Não só porque a faculdade é particular, mas por causa de material. Para as aulas práticas eu gasto muito dinheiro, como em papéis, pinceis, tintas, lápis e por ai vai, fora quando tem que fazer maquete. Os meus trabalhos são bem elaborados, vão desde a montagem de um seminário até escrever um caderno - que o meu deu 40 páginas. E as avaliações em geral são bem aplicadas. Onde eu estudo eles cobram mesmo de você e deve ser por isso que em seis meses muita gente desistiu. Mas é isso, você tem que estar preparada, né? O mundo lá fora vai te cobrar até mais do que os professores, porque eles ainda te ajudam com uma nota aqui ou tiram um falta ali, seus clientes não. Acho que mesmo nos virando nos 30 para poder conseguir desenrolar tudo ao mesmo tempo (fazer trabalho, estudar para a prova, apresentar trabalho, fazer maquete, fazer prova e conseguir dormir) vai fazer com que lá na frente a gente colha tudo o que somos capazes de plantar agora.
Letícia: Vou começar pela faculdade: minha experiência na UFRJ, que é um curso de graduação, os dois primeiros anos são lindos, só amor. Os dois últimos anos o bicho pega, e pega feio! A carga de trabalhos é quase desumana, sua vida social acaba, e tudo o que você faz é projeto. Dorme-se pouco, come-se mal... Mas essa é a realidade de todos os cursos. É difícil, mas põe fé que dá!

Não se gasta muito dinheiro em livros, mas os custos com material de desenho e plotagem (impressão em grande escala) são consideráveis. Por fora também entram os gastos com cursinhos de programas como AutoCAD, SketchUp, Photoshop, entre outros, que não ensinam na faculdade pública e são de extrema importância. 
No mercado de trabalho, você vai sofrer um pouco de preconceito por ter escolhido interiores e não arquitetura, mas essa é uma realidade que está prestes a mudar, pois está em votação no Senado Federal um projeto de lei para regulamentar a profissão de designer de interiores (não, não somos regulamentados, AINDA) e falta muito pouco agora. Então cruzem os dedos! Com a regulamentação, teremos reconhecimento como profissionais qualificados que somos, poderemos concorrer à cargos públicos, teremos direitos definidos por lei e um conselho para defendê-los. Eu sei que o panorama não parece agradável, mas não se deixe desestimular. Ser designer de interiores é uma dádiva e tanto. Ter o poder de intervir em espaços físicos, primar pela sua beleza e pela funcionalidade é poder influenciar a vida das pessoas sempre para melhor, torná-las mais práticas, funcionais e mais saudáveis e, dessa forma, contribuir para uma sociedade melhor também.

Então é isso gente, no post que vai sair mais pra frente - ainda este mês - eu vou contar tudo, gastos, aulas, matérias, o que um designer pode e não pode fazer, tudinho, se tiverem alguma dúvida, deixem nos comentários que eu responderei tudo, e fique de olho aqui no blog e na page pra ver quando sair o post!
Não esqueçam de visitar o cantinho super fofo da Bárbara, é o Colisão Química e o tumblr da Nayla. Já a Letícia tem um projeto com uma amiga, o blog delas é sobre interiores, falando sobre questões estéticas e tecnicas também (iluminação, ergonomia, psicologia das cores etc.) com o intuito de ajudar as pessoas a viver melhor, é o Casa Cotidiana.

Atualização: post onde eu conto tudo e mais um pouco sobre o curso aqui.

Acompanhem o blog em todas as redes sociais, e respondam a pesquisa de público, é super rapidinha e me ajuda a saber o que vocês gostam e querem ver por aqui!

Curtam a page para muitos achadinhos, vídeos, imagens e coisas legais!


Sophia Cuñado

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4 comentários:

  1. *Gritinhos e palmas* tava esperando esse post e já estou amando os outros! Achei super bacana, por que cada uma tem uma opinião em relação a DI, e me ajudou mais ainda!!! Cada dia tenho mais certeza <3

    Beijos
    www.notavelleitura.blogspot.com

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    1. As opiniões são realmente diferentes, e ainda este mês vai sair um textão contando tudo sobre Design de Interiores, dessa vez por mim. Fico feliz que tenha ajudado ♥

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  2. Nossa, amei o post. Já faço faculdade, mas estou pensando em mudar de curso, então o post me ajudou bastante rs.
    Adorei seu blog, super fofo!
    Vem visitar o meu também
    www.glamourizei.com.br
    Beijos!!

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    Respostas
    1. Fico feliz que tinha gostado e te ajudado, a série tem posts de vários cursos, e se quiser saber muito mais sobre design de interiores, amanhã sai o post super completão que eu falei! ♥

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